A audição de cegos

É fato comprovado. Cegos de nascença têm audição mais apurada (link da pesquisa). A confirmação foi feita por cientistas do Centro de Pesquisas em Neuropsicologia e Cognição da Universidade de Montreal. O estudo foi, inclusive, divulgado na revista Nature. Segundo o psicólogo Pascal Belin, autor principal do estudo, as pessoas cegas julgam melhor a direção da mudança de altura no som, mesmo quando a velocidade de variação é dez vezes maior do que a captada pelos indivíduos que enxergam. Mas isso só ocorre se elas nasceram ou se tornaram cegas com menos de dois anos de idade.

É o caso de Stevie Wonder que, devido ao nascimento prematuro, desenvolveu retinopatia da prematuridade, doença caracterizada pelo crescimento desorganizado dos vasos sanguíneos que suprem a retina (camada mais interna do globo dos olhos) do bebê. Esses vasos podem sangrar e, em casos mais sérios, a retina pode descolar e ocasionar a perda da visão da criança, como na situação do cantor.

Outro cantor cego, mas que somente se tornou cego aos sete anos de idade, segundo as biografias, é o Ray Charles. Ele afirmava não saber a real causa de sua cegueira, mas exitem fontes que sugerem um quadro de glaucoma. Apesar de Ray Charles não se enquadrar no estudo da Universidade de Montreal, pois se tornou cego após os dois anos de idade, a sua audição, sem dúvida, era muito mais apurada do que o normal. Basta conferir no filme Ray, de 2004, protagonizado por Jamie Foxx. Ou então ouvir algumas de suas músicas. Abaixo minhas preferidas:

 

– João Pedro

Anúncios

O medo do desconhecido

Durante o ano, nas aulas de História, nossa professora, a Teresa, relacionou diversos fatos que aprendemos ao medo do deconhecido presente na sociedade contemporânea.

Vivemos em um mundo individualista, baseado, muitas vezes, em relações utilitárias, nas quais o importante é o benefício que alguém pode te trazer. Nesse contexto, caminhamos pelas ruas com fones de ouvidos, dirigimos carros individuais e estamos pouco abertos ao outro. É claro que, ainda mais em uma cidade como São Paulo, não devemos confiar em todo mundo, pois, infelizmente, há insegurança.

http://www.frasesparaoface.com/substitua-o-medo-do-desconhecido/

Porém, isso não nos dá motivo para chegarmos ao extremo que atingimos, no qual evitamos, cotidianamente, até mesmo um bom dia ou um olhar simpático na rua. Numa sociedade assim, você já parou para pensar como as pessoas com deficiência visual lidam com esse medo do desconhecido?

Pela nossa experiência adquirida durante o trabalho nesse blog, percebemos que é comum que pessoas cegas precisem de ajuda para, por exemplo, atravessar a rua, uma vez que a cidade de São Paulo ainda deixa muito a desejar em termos de acessibilidade. Nessa situação, os cegos confiam sua segurança na pessoa que lhes ajuda e precisam ter auto confiança suficiente para conseguir aceitar ajuda de um estranho, o que não deve ser fácil.

http://distantedodesistir.blogspot.com.br/2014/08/conhecer-o-desconhecido.html?m=1

Sabendo disso, percebemos que é fácil reclamar que a cidade precisa ser mais acessível. Porém, todos nós precisamos ser mais inclusivos. Com as pessoas com deficiência, claro, mas também com qualquer um. Precisamos deixar de lado o medo do desconhecido, sem comprometer nossa segurança, se quisermos viver em uma sociedade inclusiva. Caso contrário, podemos simplesmente viver isoladamente, sem consideração alguma pelo outro, destino que, se continuarmos assim, atingiremos logo logo.

https://kdfrases.com/frase/127845

A educação inclusiva

image

É impossível negar que a inclusão das pessoas com deficiência no ambiente escolar sempre foi, ao longo da história, um grande desafio para o país. Entretanto, de acordo com os dados do Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação, os 114.834 estudantes com deficiência nas escolas comuns brasileiras subiram para 750.983 entre os anos de 2005 e 2015. Esse avanço na inclusão escolar pode ser interpretado como uma consequência tanto da implementação de políticas públicas inclusivas quanto de iniciativas sem fins lucrativos.

A principal lei inclusiva contemporânea refere-se ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado e atualizado em 2015, que confere a regulamentação dos direitos da pessoa com deficiência à educação. O artigo 27, primeiramente, declara que a educação é um direito a essas pessoas e que, nesse sentido, deve ser assegurado.

“a educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem”.

Em seguida, o artigo 28 apresenta as obrigações que o poder público deve cumprir.

“Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar:
I – sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida;
II – aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, por meio da oferta de serviços e de recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam a inclusão plena;
III – projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado, assim como os demais serviços e adaptações razoáveis, para atender às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista e o exercício de sua autonomia; (…)

X – adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas de formação inicial e continuada de professores e oferta de formação continuada para o atendimento educacional especializado;
XI – formação e disponibilização de professores para o atendimento educacional especializado, de tradutores e intérpretes da Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio;
XII – oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de recursos de tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais dos estudantes, promovendo sua autonomia e participação;
(…)
XV – acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de condições, a jogos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema escolar;
XVI – acessibilidade para todos os estudantes, trabalhadores da educação e demais integrantes da comunidade escolar às edificações, aos ambientes e às atividades concernentes a todas as modalidades, etapas e níveis de ensino;
(…)

Além das políticas públicas, as iniciativas de organizações comprometidas com a causa da inclusão são essenciais para o seu avanço. O Instituto Rodrigo Mendes (IRM), por exemplo, é uma organização fundada em 1994 pelo seu idealizador, Rodrigo Mendes, com o objetivo de garantir uma educação de qualidade na escola comum às pessoas com deficiência. Em 2010, criou o projeto DIVERSA, iniciativa em parceria com o Ministério da Educação que apoia a rede de ensino no atendimento de alunos com alguma deficiência e fomenta práticas de educação inclusiva. Visando isso, investem na criação de uma plataforma web, o Portal Diversa, que apresenta conteúdos sobre essa educação, investem em encontros com educadores de escolas comuns, a Diversa Presencial, e na chamada Comunidade Diversa, rede que promove discussões coletivas.

Apesar de observarmos um progresso em relação à inclusão de estudantes com deficiência nos ambientes escolares comuns, ainda existem dificuldades para que ela ocorra plenamente. A falta de infraestrutura das escolas e o desconhecimento sobre as deficiências, por exemplo, são algumas das principais barreiras para a inclusão. Nesse sentido, para que o número de alunos com deficiência nas escolas comuns continue aumentando, é necessário que haja, além de infraestruturas que colaborem com a acessibilidade, uma mudança na mentalidade das pessoas em relação à causa da inclusão.

– Lorena

Cuerdas

desventuras_0387_(cuerdas)_02Faz um tempinho, vi esse curta-metragem circulando por ai. Claro que, na hora, me veio na cabeça que eu precisava recomendá-lo, mesmo sabendo que grande parte de vocês já deveriam ter ouvido falar do vídeo. “Cuerdas” (ou “Cordas”, como preferir) é uma animação espanhola vencedora do Prêmio Goya 2014. Dirigida por Pedro Solís García, o curta baseia-se na relação entre os filhos do diretor, um deles com deficiência.

A história inicia-se com a chegada de Nicolás, um menino com paralisia cerebral, no orfanato. O novo colega de classe desperta em Maria um interesse imenso de aproximar-se. Ao longo do curta, a menina vivaz e simpática busca diversas formas de interação com o amigo e consegue, assim, estabelecer uma amizade única entre os dois. Retratando a relação de altos e baixos entre as duas crianças, o curta revela uma história baseada em valores como esperança e amizade.

Infelizmente, não consegui postar a animação inteira (clique aqui para vê-la), mas coloquei o trailer aqui embaixo para os mais curiosos.

– Lorena

Quebrando Preconceitos

Um recado muito importante às pessoas que pensam que um surdo é incapaz de ter uma vida sem barreiras e acessível na cidade é expressado através da voz de um homem surdo, provando que o sentimento de dó por parte da população é resultado de uma falta de convívio, já que em uma cidade com infraestruturas e com pessoas adaptadas à diversidades, um surdo não teria mais barreiras do que o resto da população pelo fato de terem nascido ou se tornado surdo.

Por favor, vejam ao vídeo do canal no Youtube de Drauzio Varella:

É apresentado no vídeo que esse homem fez diversos tipos de dança e até cursos de DJ, algo que faz com que muitas pessoas estabeleçam o seguinte diálogo com ele: “Nossa ele é tão lindo, que pena que é surdo” ” Nossa você nem parece surdo”

Tais falas reafirmam o estereótipo de surdo como uma pessoa incapaz, mas como já dito, essa incapacidade para algumas tarefas cotidianas é culpa da sociedade que não os inclui de forma completa (porém não se pode pensar nas pessoas com deficiência auditiva como dependentes, pois conseguem estabelecer suas vidas por conta própria). Mas é óbvio que esse estereótipo está caindo em desuso, já que cada vez mais nossa sociedade se torna mais inclusiva, um exemplo claro disso é o personagem do vídeo apresentando.

 

 

 

 

Autoavaliação

Já com o mini documentário pronto, estamos nos aproximando cada vez mais do fim do Móbile na Metrópole. Por isso, foi pedido que fizéssemos uma avaliação geral relativa a todo o percurso desse projeto!

No começo do ano, como já falamos aqui inúmeras vezes, nosso grupo parecia aleatório e nos conhecíamos pouco. Porém, em meio a tanto convívio, conseguimos formar um grupo muito bom! Nós quatro trabalhamos de forma equilibrada durante todo o percurso, dividindo igualmente o trabalho.

Como somos mais tímidos e indecisos, sempre discutíamos muito o que fazer, sem que alguém impusesse sua vontade. Além disso, fizemos todas as etapas do trabalho em conjunto: desde posts obrigatórios feitos por videoconferências até a edição do mini documentário, o que eu achei extremamente bom!

Enfim, não sabia o que esperar desse grupo quando começamos o projeto, mas fiquei muito satisfeita com o resultado que tivemos tanto de trabalho como de relação!

Giovana

Fazer o mini documentário deu bastante trabalho. Os últimos dias antes da data limite de entrega foram cansativos, mas o resultado foi bem legal.

No início do projeto, não nos conhecíamos bem, tínhamos pouca intimidade, então, era muito difícil dividirmos as tarefas e tomarmos decisões. Além disso, no grupo não há um líder natural, então o gerenciamento sempre foi feito por todos.

Isso de certa forma foi muito bom, pois todos estavam quase sempre presentes nas entrevistas, todos participaram das reuniões e da edição do mini documentário, o que acabou dando um pouco mais de trabalho.

O comprometimento de todos ajudou no desenvolvimento do projeto. Aos poucos criamos um convívio bem bacana, enfim, aprendemos a trabalhar realmente em grupo.

O tema que escolhermos foi se revelando, ao longo do projeto, muito mais interessante do que eu esperava. Após a realização desse projeto, vejo de uma forma muito mais ampla a questão da acessibilidade das pessoas com deficiência na cidade de São Paulo.

– João Pedro

Decidi me separar de meus amigos mais próximos da sala já que nunca, em 5 anos juntos, consegui trabalhar bem com eles , o que me fez entrar nesse grupo, algo de que não me arrependo nem um pouco, ainda mais vendo o belo mini doc que realizamos e pelo qual estamos todos muito orgulhosos.

O começo do projeto não foi algo tão fácil, pois nenhum de nós tomava as decisões do grupo, criando muitas vezes situações em que não saiamos do lugar em discussões e dúvidas, e para dificultar ainda mais não tínhamos muita intimidade, o que fez com que nosso trabalho até junho não fosse dos mais produtivos. Porém no segundo semestre houve mudanças, nosso grupo já havia adquirido certa intimidade o que deixou muita mais fácil trabalhar em conjunto e desfrutar desses momentos o quanto possível. Sinto também que nesse segundo semestre todos nós adquirimos mais vontade de publicar em nosso blog, muito provavelmente por causa da maneiras em que nos relacionamos com nosso tema, depois de ouvir pessoas de todos os tipos e classes, como mara gabrilli ( deputada federal tetraplégica ) e chicão ( pedinte de esmolas que se locomove através de uma cadeira de rodas), criamos uma afinidade com o tema de tal modo que não será a mesma coisa ver um cadeirante ou uma calçada inacessível hoje em dia.

-Gabriel Roque

Acho que era até um consenso que o nosso grupo era o mais X possível. No começo do ano, eu não era nem um pouco próxima da maioria dos integrantes. Isso talvez tenha dificultado o trabalho, porque ficavamos muito indecisos na hora de tomar alguma decisão. E, sinceramente, gastavamos muito tempo para fazer ou decidir qualquer coisa.

Acredito, porém, que o fato de sempre termos feito todos os trabalhos, posts de blogs e entrevistas juntos nos ajudou a construir uma relação muito melhor dentro do grupo. Nesse segundo semestre, principalmente, em que quase todos os finais de semana tinhamos que fazer entrevistas, filmar a cidade ou até mesmo começar a editar o mini-doc, foi mais fácil de criar uma amizade e um bom astral para o grupo.

Não posso negar também que esses últimos dias foram muito estressantes. A edição do vídeo nos custou horas e horas trabalhando em cima de um mini-documentário que demorava a ficar pronto. Mas, quando finalmente ficou, trouxe um alívio imenso. 

Para mim, esse grupo totalmente inesperado conseguiu criar, além de uma relação boa, um projeto final satisfatório.

– Lorena

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

 Hoje, 21 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Essa data foi instituida em 14 de julho de 2005, pela Lei Nº 11.133, mas começara a ser lembrada em 1982, por conta de movimentos sociais.


 Imagem: http://www.bhlegal.net/blog/mais-um-dia-nacional-de-luta-da-pessoa-com-deficiencia/

A escolha da data se deu por sua proximidade com o início da Primavera (23 de setembro) e por ser o Dia da Árvore, logo  representaria o renascer das plantas, simbolizando o sentimento de renovação das reinvindicações em prol da cidadania, inclusão e participação plena na sociedade.

 Além disso, é interessante destacar que essa data foi proposta por Cândido Pinto de Melo, um dos fundadores do Movimento pelos Direitos das Pessoas Deficientes (MDPD). Logo, nessa data, as pessoas com deficiência têm um espaço maior para reivindicar seus direitos!

 Espero que o dia de hoje possibilite uma reflexão a todos nós! Até logo!!

Giovana

Portal de Notícias sobre Pessoas com Deficiência

Navegando pela internet com o intuito de descobrir mais sobre o cotidiano das pessoas com deficiência e seus problemas com acessibilidade, tive a felicidade de encontrar um portal de notícias, denominado, http://www.pessoacomdeficiência.com.br, que relata todas as conquistas desse grupo para que possam utilizar da cidade sem nenhuma barreira ou dificuldade. A quantidade de notícias e a velocidade com que se atualizam é algo para nos tornarmos orgulhosos, pois é uma prova evidente de que nossa sociedade está, até que enfim, trabalhando para um mundo em que o fato de você nascer ou se tornar uma pessoa com deficiência não afetará o modo que você se relaciona com o mundo.

Uma notícia publicada nesse mesmo site, sobre a comissão de educação votar um projeto que beneficia jovens com deficiência a estudarem e frequentarem as escolas me deixou um tanto quanto inquieto, pois com 14 anos de experiência escolar nunca tive sequer uma pessoa com deficiência em minha sala, algo bastante contraditório levando em conta que aproximadamente 24% da população seja de pessoas com deficiência (censo do IBGE 2010). O convívio com essa parcela da população deveria ocorrer desde cedo, assim saberíamos nos relacionar melhor com essas pessoas. E outra coisa para se pensar, porque não aprendemos o Braille (linguagem para se comunicar com os cegos) em nossas escolas? Se o propósito destas é nos preparar para a vida adulta em sociedade, na qual os cegos também fazem parte!

Segue abaixo o link do site:

http://pessoascomdeficiencia.com.br/site/

– Gabriel Roque

Surdocego acompanhando seleção brasileira na Copa Do Mundo

Sim, você leu certo! Um surdocego conseguiu acompanhar um jogo da copa do mundo, parece coisa de louco mas é apenas o coletivo se adaptando para integra-lo na sociedade.

A reportagem, feita pela ESPN durante a Copa do Mundo de 2014, mostra um pouco da vida de Carlos que nasceu cego, e perdeu a visão aos 14 anos, o que o levou a enfrentar a um período de depressão. O futebol, felizmente, foi uma das saídas que Carlos encontrou para escapar de toda essa mágoa e perceber que é um agente da sociedade assim como qualquer outro, ainda mais quando conheceu um casal de interpretes , Hélio Fonseca de Araújo e Regiane Silva, responsáveis por “narrarem” a partida de um modo adaptado, mostrando ao mundo que não é necessário enxergar ou ver para conseguir apreciar uma partida de futebol. A narração é feita a partir de libras tátil, com um campo relevado feito pelos próprios intérpretes, enquanto Hélio mostra a Carlos a trajetória da bola no campo, Regiane desenha em suas costas o número do jogador que está com a bola.

Caso alguém queira conhecer Hélio, o mesmo trabalha no Memorial da Inclusão, na Barra funda.

Segue abaixo o vídeo da reportagem:

 

– Gabriel Roque

Prefeitura De São Paulo por uma Metrópole mais acessível

A prefeitura de São Paulo publicou uma apresentação em seu site , sobre o modo de se relacionar com uma pessoa com deficiência, hoje em dia, na cidade de São Paulo.

A partir de textos que explicam diversas deficiências presentes em nossa sociedade e como lidar com cada uma delas, a prefeitura nos mostra que o deficiente é um usuário da cidade assim como qualquer outra pessoa e merece ser respeitado do mesmo jeito nas ruas. Isso pode parecer um tanto quanto óbvio de ser dito, mas não é, nossa população é extremamente desinformada sobre a luta da pessoa com deficientes na cidade (não por acaso que publicaremos um mini documentário aqui no blog tratando desse tema).

A apresentação possui 24 slides, e em minha opinião a mais ilustrativa da ignorância do paulistano em relação a deficientes é um tópico que chamam de mitos e verdades. O fato de criarmos mitos sobre deficientes nos mostra como pouco convivemos com esses, e como a cidade é inacessível . Apenas uma palinha do que vocês podem encontrar nesse site:

Algo do senso comum é dizer que todo surdo é mudo, mas isso é uma tremenda mentira. Eles se comunicam a partir da linguagem de sinais que é apenas diferente!

Parabéns a prefeitura. Segue o link do post: link

– Gabriel Roque