Filme “O Milagre de Anne Sullivan”

Ontem, enquanto via televisão, me deparei com a sorte de assistir ao filme ”O Milagre de Anne Sullivan”, uma biografia de uma menina chamada Helen Keller de apenas 7 anos, que acabou se tornando  cega , muda e surda por causa de uma doença infantil. O filme trata apenas do momento pós doença, em que seus pais a mimam de todas as maneiras possíveis por terem pena de sua própria filha, sendo que nunca sequer tentaram dar o mínimo de suporte para a mesma aprender a se relacionar com o mundo, e por isso a menina cria comportamentos próximos ao de um animal selvagem para tentar se comunicar: chutava, cuspia e mordia.

O comportamento dos pais se assimila muito ao senso comum, que é sentir pena dessas pessoas deficientes, como se a vida delas não pudesse ser tão proveitosa como a de pessoas que possuam todos os sentidos. Por isso que  Anne Sullivan ,  uma mulher contratada para educar Helen deveria servir de inspiração  para toda nossa sociedade. Ela se dispõe a mostrar para a menina que existe um mundo fantástico fora de sua casa e que Helen consegue sim explorar ele através de uma linguagem que elas desenvolvem utilizando os dedos e as mãos. Tenho orgulho de lhes contar que nosso papel com o blog é muito similar ao de Anne Sullivan, pois queremos mostrar ao senso comum que pessoas como Hellen não precisam de nossa compaixão, mas sim de nossa capacidade de incluir as mais diversas variedades dentro de nossa sociedade .

Segue aqui o trailer. Recomendo o filme a todos.

-Gabriel Roque

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Memorial da Inclusão

 Ontem, sexta-feira, dia 02 de junho, filmamos nosso vídeo argumento (o qual será postado e explicado logo mais aqui no blog)! Para isso, almoçamos na escola e fomos até o Memorial da Inclusão, que fica ao lado do Memorial da América Latina e, consequentemente, da estação de metrô da Barra Funda. O Memorial da Inclusão é um órgão da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência que trata da inclusão social das pessoas com deficiência, apresentando relatos e registros de seu movimento social, o qual visa conquistar mais direitos e uma sociedade mais aberta à diversidade. Lá, tivemos a oportunidade de conversar com dois educadores do local: Gustavo Giacomelli e Hélio Fonseca (vale destacar que eles são super simpáticos, receptivos e transmitem informações super interessantes). Durante estes diálogos, duas falas do Gustavo nos marcaram muito e, por isso, achamos importante colocá-las aqui: “Se a gente tivesse uma sociedade 100% inclusiva, não teríamos deficiências, teríamos diversidades” e “Não é o indivíduo que tem que se adequar à sociedade, mas sim a sociedade que tem que incluir todo tipo de indivíduo”.  Além disso, se vocês visitarem o memorial, não deixem de experimentar a Sala dos Sentidos, que é uma sala toda escura com objetos pregados na parede, para que os visitantes tentem adivinhá-los (no nosso caso, esta experiência foi, ao mesmo tempo, aflitiva e tocante e, por isso, a recomendamos)!

Aqui seguem algumas fotos que tiramos lá:


 

“Capitães da Areia” – Jorge Amado

http://www.universodosleitores.com/2015/05/capitaes-de-areia-de-jorge-amado.html?m=1 

 No 9º ano do Ensino Fundamental, tivemos a oportunidade de ler o livro Capitães da Areia, escrito por Jorge Amado, nas aulas de Língua Portuguesa. Na minha opinião, esta foi, com certeza, uma das melhores leituras que já fizemos na escola. O texto não é muito complicado e pode ser entendido claramente, fazendo com que a narrativa flua sem dificuldades e a história, que é tão interessante, seja bem compreendida. Ao mesmo tempo que trata de temas importantes como a desigualdade social e o abandono de crianças, a obra de Jorge Amado prende o leitor em uma narrativa comovente, divertida e cheia de surpresas. Além disso, considero importante destacar que, um dos personagens, um dos Capitães da Areia, cujo apelido é Sem-Pernas, como vocês podem perceber pelo nome, é deficiente físico, logo, é interessante reparar como ele é tratado pela sociedade em relação aos seus amigos, que estão na mesma posição social que ele. Acho que, nesse ponto do post, vocês já perceberam que eu recomendo fortemente essa leitura, mas, para quem ainda não está convencido ou quer saber mais sobre a história, segue abaixo um texto que copiei da orelha do meu livro (3ª edição e 16ª impressão da obra pela Companhia Das Letras):

 “Capitães da Areia é talvez o romance mais influente de Jorge Amado. Clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada, assombrou e encantou várias gerações de leitores e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito.

 A história crua, comovente, dos meninos pobres que moram num trapiche abandonado e vivem de pequenos furtos e golpes, aterrorizando a cidade de Salvador, causou impacto desde o lançamento, em 1937, quando a polícia do Estado Novo apreendeu e queimou em praça pública inúmeros exemplares do livro, entre outras obras do autor.

 Longe de manifestar piedade ou condescendência por suas pequenas criaturas, Jorge Amado as retrata como seres dotados de energia, inteligência e vontade, ainda que cercados pelas condições sociais hostis em que estão inseridos.

 Do valente Pedro Bala, com o rosto atravessado por uma cicatriz de navalha, ao carola Pirulito, que reza todas as noites para purgar seus pecados; do sensato Professor, o único inteiramente letrado do grupo, ao sedutor Gato, aprendiz de cafetão, cada um desses meninos tem sua personalidade, sua concepção de mundo, seus sonhos modestos.

 Entre o mar e a cidade, batendo carteiras, praticando golpes engenhosos, realizando pequenos furtos, descobrindo o amor das mulheres (e de outros homens), os Capitães da Areia crescem e se tornam homens ao longo deste autêntico romance de formação.

 A pequena comunidade dialoga com todo tipo de influência: do padre José Pedro, que os acoberta enquanto tenta regenerá-los; do capoeirista Querido-de-Deus, que os contrata para serviços escusos; do militante comunista João de Adão, que busca despertá-los para a luta política.

 Os destinos dos Capitães da Areia também serão variados: uns morrem de doença ou de tiro, um vira artista, outros revolucionário, a maioria insiste na via do crime. Com sua prosa repleta de verve e humor, Jorge Amado nos torna íntimos de cada um desses personagens singulares e nos contagia com sua obstinada gana de viver.”

PS: Também há um filme, lançado em 2011, sobre essa obra de Jorge Amado, o qual foi dirigido por sua neta, Cecília Amado, e leva o mesmo nome do livro. Como nunca assisti ao longa-metragem, não tenho como opinar a seu respeito, mas acredito que seja interessante e fiquei com vontade de vê-lo.

Giovana

Filme Intocáveis

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Oi, pessoal! Vim aqui recomendar, para qualquer um que goste de passar as tardes de domingo xeretando no Netflix, a comédia francesa Intocáveis. Deem uma olhada na sinopse:

Philippe (François Cluzet) é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos a amizade entre eles se estabele, com cada um conhecendo melhor o mundo do outro.

Lançado em 2012, o filme retrata as dificuldades e alegrias de um deficiente físico ao lado do seu impulsivo assistente, sem deixar de lado o humor. É, sem dúvidas, uma das minhas comédias favoritas. Se vocês estiverem com um tempinho livre, não deixem de assisti-la! Deixei o trailer aqui embaixo pra quem estiver mais curioso.

–  Lorena