Associação Fernanda Bianchini de Ballet para cegos

No mês de maio, a Giovana e a Lorena passaram em frente ao prédio da Cia Ballet de Cegos, na Vila Mariana, conforme você pode conferir no post. Como já havíamos decidido explorar o tema da acessibilidade/inclusão das pessoas com deficiência na cidade de São Paulo, elas ficaram bem interessadas, pois um ballet para cegos seria algo bem de acordo com a nossa proposta. Na verdade, ballet para cegos desperta a curiosidade de qualquer um.

Elas procuraram no Google e descobriram que a Cia Ballet de Cegos foi fundada pela bailarina Fernanda Bianchini, hoje gestora da Associação que leva seu nome, atendendo mais de 200 alunos de várias idades, em sua maioria deficientes visuais. O projeto teve início em 1995, quando a Fernanda começou a ensinar voluntariamente passos de ballet para alunas do Instituto de Cegos Padre Chico, em São Paulo, e desenvolveu seu método de ensino, tornando ‘possível o que se considerava impossível’. Segundo a apresentação no site da associação, “o aprendizado da dança clássica por meio do toque e da repetição de movimentos, caracterizado pela ‘sensibilidade artística’, é um método pioneiro que se construiu a partir do conhecimento e dedicação da bailarina que, desde então, guiou centenas de deficientes a inúmeras conquistas nessas duas décadas de missão.”

Conseguimos agendar uma visita somente para a semana passada, e lá fomos nós, conhecer de perto o método que permite a deficientes visuais (que são a maioria na fundação) a prática do ballet.

Muito impressionante a disciplina das alunas e o método de ensino. Até tivemos os olhos vendados e uma pequena demonstração prática do método. Quem nos recebeu e acompanhou durante a visita foi a Gisele Nahkur, aluna da Cia Ballet de Cegos há treze anos. Ela nos contou que se locomove pela cidade de metrô e até deu uma volta pelas redondezas com a gente para mostrar o estado das calçadas.

A Gisele nos disse que já foi aconselhada a ficar em casa. Afinal, a cidade é perigosa mesmo. Mas atualmente ela adora o ballet e acha que precisa trabalhar, precisa estudar, enfim, “precisa de tudo”. É isso mesmo. Uma limitação motora ou sensorial não pode restringir a vida da pessoa. Todo ser humano tem o direito de buscar a sua realização.

– João Pedro

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