Móbile na Metrópole – Giovana

Aquecimento: MIS

Oi pessoal! Como comentamos no último post, hoje, 16/05, tivemos uma primeira experiência com os nossos respectivos grupos da viagem, em uma visita ao MIS (Museu da Imagem e do Som). Cada um de nós, escritores desse blog, ficou em um grupo diferente e, por isso, contaremos sobre os dias da viagem em posts separados.

Cheguei à escola logo cedo, como foi combinado, às 7h15, e fui até a sala em que deveria encontrar meu grupo e @ professor@ que nos acompanharia. Conversei um pouco com as pessoas que estavam na mesma sala que eu e, pouco tempo depois, a Lydia, nossa professora de Biologia, entrou, dizendo que nos acompanharia. Tivemos uma breve conversa, como coletivo, para decidir como nos organizaríamos e como iríamos até o MIS. Ficou combinado que iríamos de ônibus até o Museu da Casa Brasileira, na Av. Faria Lima, e, a partir desse ponto, seguiríamos a pé. Foi isso que fizemos.

Assim que chegamos ao MIS, tivemos tempo para comer alguma coisa rapidamente, já que nosso grupo foi o último a chegar, e, logo depois, nos dirigimos ao auditório, no qual assistimos ao documentário francês (R)evoluções invisíveis. O filme tratava sobre a noção de “tempo é dinheiro” que, atualmente, parece mover o mundo, apresentando opiniões de diversas pessoas quanto ao assunto e retratando cidades que tentam viver longe dessa ideia. A edição do documentário me impressionou, pois ele era muito dinâmico e apresentava o tema de forma interessante.

Após o fim do documentário, tivemos uma discussão com nossos professores a respeito deste e, quando esta acabou, fomos embora do museu. Novamente, cada grupo seguiu com seu respectivo professor e, no caso da minha equipe, seguimos um percurso bem parecido com o da ida ao MIS para voltarmos para a escola, dividindo a distância entre ônibus e caminhada. Ao chegar à escola, nos despedimos e fomos para casa, onde, agora, muitos de nós estão postando sobre o dia de hoje ou se preparando para a viagem que, de fato, começa amanhã! Antes que percebam, estarei de volta para atualizar vocês sobre o que está acontecendo no MNM 2017! Por hoje é isso, até mais


Dia 1

Oi pessoal! Vim aqui falar um pouco sobre o primeiro dia (oficial) da viagem do Móbile na Metrópole… Como os dias que passamos dormindo fora de casa foram super corridos, só consegui escrever esse texto e os dos outros dois dias após voltar à rotina, hoje, 22/05. Enfim, me desculpem pelo atraso, mas aqui vai o resumo do dia 17/05, quarta-feira passada.

Todos nós chegamos à escola bem cedinho, às 6:30 da manhã. Deixamos nossas malas em um ônibus que as levou para o hotel e, logo, nos reunimos no grupo da viagem para partir. Nesse dia, o meu grupo foi acompanhado por nossas professoras de Biologia e Química, respectivamente, a Lydia e a Fernanda, pelo monitor de Filosofia, o Caio, e por uma monitora da empresa de turismo Uggi, a Thais. Assim que todas as pessoas se encontraram, deixamos a escola e caminhamos até o Parque do Ibirapuera, onde fizemos uma breve atividade de meditação e fomos interrompidos por um homem que se interessou por aquilo que estávamos fazendo e, espontaneamente, pediu permissão para propor uma atividade teatral. Ou, pelo menos, era isso que nós, alunos, achávamos, até descobrirmos que este sujeito foi, na verdade, contratado pela escola para propor esses jogos teatrais fingindo ser um desconhecido. Mas, de uma forma ou de outra, foi uma experiência interessante.

Em seguida, saímos do parque e pegamos um ônibus público para ir até o bairro da Liberdade. É importante destacar que todas as escolhas de forma de transporte foram de nós alunos, sem auxílio do celular ou dos professores, podendo consultar apenas pessoas que encontrávamos na rua. Ao chegar na Liberdade, visitamos a Igreja dos Enforcados seguida pela Capela dos Aflitos, sendo que ambas têm uma história relacionada e, na minha opinião, carregam uma energia muito pesada, atrelada ao seu passado e, por isso, valem a visita! Depois disso, nós fomos, a pé, até um mosteiro budista localizado no mesmo bairro, onde tivemos a oportunidade de meditar com um monge do local e saber um pouco mais a respeito do Budismo, o que foi uma experiência magnífica e, com certeza, um dos pontos altos deste dia.

Como já estava perto da hora do almoço, ao sair do mosteiro, nós caminhamos até um restaurante macrobiótico chamado Satori, que fica muito perto da Praça da Liberdade. Lá, comemos uma sopa, um arroz integral e um prato de verduras, legumes e homus, ou seja, uma comida realmente exótica. Apesar de que muitas pessoas não curtiram tanto a escolha do restaurante, eu gostei bastante e, tendo a oportunidade, voltaria lá!

Já alimentados, nós tivemos alguns minutos livres para ir até alguma loja que desejássemos próxima à Praça da Liberdade. Nesse tempo, eu e mais alguns alunos fomos a uma loja de doces e compramos coisas diversas. Em seguida, voltamos ao ponto de encontro para nos juntar aos professores e, feito isso, deixamos o bairro, através de ônibus público, para ir a uma empresa chamada Feminaria, a qual é um espaço de coworking que incentiva o desenvolvimento econômico das mulheres. A princípio, a proposta do local nos pareceu interessante, porém, após a visita e uma discussão com a representante que nos recebeu, estranhamos o fato de que elas não levantam explicitamente a bandeira feminista e percebemos um fim bem lucrativo na Feminaria.

Um pouco decepcionados com a visita ao lugar de coworking feminino, nós pegamos o metrô e fomos até o bairro Bom Retiro para visitar o Centro de Acolhida Especial para Mulheres Trans. Lá, tivemos a oportunidade de conversar com duas mulheres que vivem na casa, a Sheila e a Nicole (mas com a Nicole apenas por alguns minutinhos), com o diretor do local e com a assistente social. Como eu nunca tinha visitado um ambiente parecido, não sabia bem o que esperar e, por isso, não criei muitas expectativas. Mesmo se as tivesse criado, elas teriam sido superadas. Nem sei como lhes dizer o que vivemos lá dentro, só sei que a conversa com a Sheila foi muito pura, verdadeira, interessante e motivadora. Fiquei realmente impressionada com a história de vida dela e a Sheila sempre terá minha grande admiração, o mesmo vale para as outras mulheres da casa e para os organizadores do centro. Essa foi, com toda a certeza, a experiência que mais me marcou no primeiro dia do MNM, sobre a qual falarei um pouco no vídeo abaixo:

 


Saindo do centro, já no começo da noite, pegamos o metrô para ir até nosso hotel, no centro da cidade. Como fomos um dos últimos grupos a chegar no hotel, jantamos rapidamente, fizemos o check-in e logo saímos para ir em uma oficina noturna. Cada aluno escolheu a oficina que faria entre as opções break, parkour e sticker. Sem habilidades artísticas ou radicais, elegi o break. Foi muito divertido aprender a dançar de forma diferente em meio a uma praça cheia de gente no centro da cidade e, como fomos divididos em duas turmas de dança, fizemos uma batalha final sensacional! O ponto alto dessa batalha foi a revelação de habilidades nunca esperadas do João, nosso professor de Estudos Literários. Com o fim da batalha, voltamos ao hotel e fomos direto para os quartos. Assim acabou o primeiro dia do MNM, não deixem de ver o que aconteceu nos outros! Até mais!

Dia 2

No segundo dia da viagem, quinta-feira 18/05, acordamos por volta das 7:00 da manhã, ainda exaustos do dia anterior, tomamos um café da manhã rápido no hotel e saímos para explorar a cidade. Fomos acompanhados por nossos professores de Matemática e Biologia, respectivamente, a Lydia e o Márcio, além do monitor de Filosofia, o Caio, e do monitor da Uggi, o Jefferson. Primeiramente, meu grupo visitou a ocupação do Hotel Cambridge, bem próxima ao local em que estávamos hospedados, do lado da Av. Nove de Julho. Diferentemente do que eu esperava de uma ocupação, ela era muito organizada, tanto em forma visual como burocrática. A conversa que tivemos com Gilberto, um dos organizadores do movimento, foi extremamente enriquecedora e abriu ainda mais minha mente para tirar o estereótipo que carregava quanto a esse tipo de moradia. Mesmo sendo a primeira experiência do dia, foi, no final das contas, o momento que mais me marcou, e, por isso, falei um pouco mais dela no vídeo abaixo:

 


Saindo da ocupação, fomos de metrô até o bairro de Pinheiros, onde começamos visitando as Houses of Work, Food, Learning e Bubbles, espaços para realizar diversas atividades em coletivo, mas com certo custo financeiro. Gostei muito desses locais e recomendo a visita para quem estiver curioso! Logo em seguida, nós fomos, a pé, até uma ONG de tecnologia chamada Coletivo Digital. Apesar de que a proposta me pareceu bem interessante, a forma como um dos responsáveis pelo local a apresentou foi meio monótona, mas, mesmo assim, respeito bastante o trabalho dessa ONG!

Ainda em Pinheiros, paramos para almoçar em um restaurante árabe de kebabs bem gostoso, já que a proposta original deste roteiro seria um vegetariano, mas o macrobiótico do primeiro dia não fez sucesso em nosso grupo. Saindo do almoço, pegamos uma chuvinha leve e fomos caminhando até a casa do artista João Galera, que faz desenhos de casas em São Paulo antes que elas sejam demolidas, onde tivemos uma conversa bem interessante com ele e pudemos ver algumas de suas obras!

Quando estávamos saindo da casa de Galera, uma menina do nosso grupo descobriu que estava uma confusão política no país a respeito do atual presidente Michel Temer possivelmente renunciar. Por isso, resolvemos parar em uma padaria para assistir ao discurso do presidente. Como vocês devem saber, ele não renunciou e nós simplesmente continuamos nosso percurso. Pegamos um ônibus público em Pinheiros e fomos até a Rua Oscar Freire, onde visitamos o espaço Unibes Cultural e ouvimos um pouco sobre o Judaísmo. Apesar de que eu gostaria de saber mais sobre essa religião, a forma como ela nos foi apresentada causou tédio na maior parte do grupo, o que prejudicou a experiência. Saindo de lá, pegamos um metrô até nosso hotel, onde conseguimos tomar um banho e jantar antes de ir para a atividade noturna.

Naquela noite, foi realizado um sarau muito bacana em um local próximo ao hotel, no qual alunos e professores se apresentaram. Eu gostei bastante das músicas tocadas e admirei muito a habilidade de quem as tocou e/ou cantou. Com o fim do sarau, voltamos ao hotel e comemoramos com bolo o aniversário de dois alunos que estavam na viagem, antes de retornarmos aos quartos para dormir. Assim acabou o segundo dia do MNM, não se esqueçam de dar uma olhada em como foi o terceiro! Até lá!

Dia 3

No terceiro e último dia da viagem, sexta-feira 19/05, amanheceu chovendo. Nosso grupo foi acompanhado pelos professores de Biologia e Matemática, respectivamente, a Lydia e o Márcio, além da monitora de Geografia, a Elis, e a monitora da Uggi, a Thais. Quando saímos do hotel logo cedo, após termos tomado café da manhã e feito o check-out, muitos já estavam de capas de chuva ou guardas-chuva. Cada grupo escolheu que tipo de transporte utilizaria para ir até a vila de trabalhadores Maria Zélia, onde todos assistiriam a uma peça de teatro interativa da companhia Grupo XIX . Como eu disse, estava chovendo e a peça era ao ar livre, então, ela foi substituída por uma conversa com os atores. Acho que tanto o clima chuvoso como o de decepção por não assistir à performance fizeram com que a conversa fosse bem monótona e pouco produtiva.

Porém, nossos professores, sempre com uma carta na manga, propuseram uma atividade muito bacana após o fim da conversa. Eles disseram que naquele último dia de viagem cada grupo poderia escolher um lugar para ir ou voltar como forma de encerramento, sendo que teríamos que fazer um vídeo mostrando nossa escolha e explicando o motivo dela, ou seja, de que forma estava relacionada com o coletivo. Nosso grupo ficou um bom tempo apresentando diversas sugestões, mas nada era decidido. Então, eu me lembrei que, após a conversa com a Sheila na visita ao Centro de Acolhida de Mulheres Trans, uma menina do grupo tinha sugerido, durante uma roda de fechamento do primeiro dia, que nós déssemos à Sheila um equipamento de jardinagem, já que ela estava precisando de um para cuidar do jardim do centro e não tinha dinheiro para comprá-lo. Sabendo da paixão da Sheila pelas plantas e de como isso a ajudou psicologicamente, todos nós aceitamos a proposta da garota na hora. Enfim, eu me lembrei dessa nossa iniciativa e sugeri que fizéssemos isso durante o último dia do MNM e, como a maior parte do grupo concordou, foi isso que fizemos.

Primeiramente, nos dividimos em duas equipes: uma para ir até a Cobasi, comprar as ferramentas de jardinagem e outra para esperar aquela em um restaurante, fazendo uma carta e um desenho para Sheila. Eu escolhi ir comprar o equipamento, então, nós pegamos um ônibus público, fizemos as compras necessárias (além de comprar dois cactos de surpresa para nossa professora Lydia, que nos acompanhou durante os quatro dias de viagem) e nos divertimos muito escolhendo coisas fofas para comprar e correndo para lá e para cá na chuva.

Em seguida, fomos até o restaurante em que combinamos de encontrar o restante do grupo, almoçamos rapidamente enquanto as meninas terminavam a carta e o desenho e logo saímos, de metrô, rumo ao encontro com a Sheila. Foi uma experiência indescritível surpreender a Sheila, ajudá-la em sua vida e conversar mais um pouco com ela e, por isso, este foi o momento mais marcante do meu dia, sobre o qual falei mais no vídeo abaixo:

 


Saímos da casa com pressa, pois estávamos atrasadas para a atividade de encerramento do Móbile na Metrópole. Pegamos um ônibus direto até o MAC, no Parque do Ibirapuera, onde fizemos uma roda para falar sobre a viagem em grupo (sendo que nossa equipe, que chamamos de AGrupa+Nebó, pois eram 19 meninas para 1 menino, cujo sobrenome é Nebó, era maravilhosa e nos divertimos muito nesses quatro dias). Logo depois, tivemos uma conversa com os professores e com os professores de teatro que se fingiram de desconhecidos no primeiro dia para encerrar a viagem. Com isso, voltamos caminhando até a escola, buscamos nossas malas e nos despedimos, saudosos, do Móbile na Metrópole! Isso é tudo pessoal, espero que vocês tenham conseguido ter uma ideia do que foi essa viagem tão marcante para minha vida! Continuem acompanhando o blog! Até mais!!


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